"O meu corpo estremece diante de ti; as tuas ordenanças enchem-me de temor. (Sl 119.120.)Porque a distância entre a pecaminosidade humana e a santidade divina é imensa, porque a distância entre a ignorância humana e a sabedoria divina é imensa, porque a distância entre a miséria humana e a glória divina é imensa, porque o homem é homem e Deus é Deus — qualquer eventual encontro do ser finito com o Ser infinito provoca no homem constrangimento, temor e até mesmo reações orgânicas adversas.O que o profeta Daniel viu e ouviu da parte de Deus provocou nele várias reações: ele empalideceu, perdeu os sentidos e caiu doente por muitos dias (Dn 7.28; 8.18, 27). Por ter visto dedos de mãos humanas escrevendo o juízo de Deus sobre o seu reino no reboco da parede do palácio, o rei Belsazar ficou pálido e “tão assustado que os seus joelhos batiam um no outro e as suas pernas vacilaram” (Dn 5.6). Ao ver a vara do juízo nas mãos de Deus, o profeta Habacuque sentiu “um frio na barriga” e tremura nos lábios (Hc 3.16, CNBB). O próprio João, que era parente de Jesus e conviveu com Ele por alguns anos, conta que, ao ver o Senhor em sua glória, na ilha de Patmos e em dia de domingo, caiu aos seu pés como morto (Ap 1.17).O autor do Salmo 119 também experimentou algo parecido. Numa de suas orações ele afirma: “O meu corpo estremece [ou se arrepia] diante de ti; as tuas ordenanças enchem-me de temor” (v. 120).Às vezes as reações físicas são bem mais amenas, mas igualmente sentidas e percebidas. Basta lembrar a experiência dos dois discípulos de Emaús que caminhavam com o Jesus ressuscitado, sem saber quem era Ele: “Não estava queimando o nosso coração, enquanto Ele nos falava no caminho e nos expunha as Escrituras?” (Lc 24.32).Retirado de “Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos” (Editora Ultimato, 2006)."
sábado, 10 de outubro de 2009
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